sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Prêmio Criança 2009 - Fundação ABRINQ

No dia 11 de novembro a Fundação ABRINQ, membro da RNPI, anunciou os vencedores do Prêmio Criança 2009. A premiação anual tem o objetivo de identificar e reconhecer projetos diferenciados de organizações sociais e empresas que atuam com crianças de 0 a 6 anos, gestantes ou parturientes.

Entre os homenageados, estava a Dra Jocete Fontes do INFANS - Unidade de Atendimento ao Bebê (também mebro da Rede), de Salvador.

Parabenizamos o INFANS e a Dra Jocete por esta conquista e reproduzimos abaixo partes do texto enviado à Fundação ABRINQ indicando a Dra Jocete à homenagem.

"Drª Jocete Fontes, trabalha há 28 anos em clínica pediátrica particular com grande reconhecimento na cidade de Salvador. Em toda sua carreira dedicou uma parte de seu tempo ao trabalho voluntário com comunidades populares e de risco social.

É uma defensora ativa do parto natural e do aleitamento materno. Já realizou, juntamente com um obstetra, mais de 250 partos domiciliares durante 15 anos.

(...)Foi membro fundadora do Via Lactea que funcionou durante 3 anos no hospital Adventista de Salvador, com grupos que abrangiam qualquer mulher de qualquer classe social que estivesse amamentando, era um trabalho totalmente voluntário que funcionou de 1984 a 1987.

No serviço público estadual participou da confecção de uma cartilha de orientaçao à saude comunitária com uso de medicina popular.

Criou uma brinquedoteca que, em função do trabalho realizado, tornou-se referência na cidade do Salvador. Funcionou durante mais de 3 anos.

Trabalhou como médica pediatra por 5 anos num lar abrigo que atendia 210 crianças. Defensora da adoção dessas crianças, teve papel fundamental em suas avaliações para tranquilizar os pais adotivos sobre a saúde e as possibilidades das crianças.

Atualmente coordena um grupo de mulheres (mães e avós) da comunidade popular da Boca do Rio entre 28 a 60 anos num trabalho de multiplicação de cuidadores(...) Esse trabalho de medicina social busca orientar para a saúde, ensinado para elas o valor da boa alimentação, os hábitos de higiene e o trato com as crianças. (...) Como resultado desse trabalho, o grupo já realizou mutirões para recuperação de casas na comunidade pertecentes a idosos ou familias com maiores dificuldades.

No INFANS unidade de atendimento ao bebê (atual Instituto Viva Infância), atendeu durante 3 anos. Atualmente é membro do Instituto Viva Infância onde realiza atendimento ambulatorial com as crianças encaminhadas pelos profissionais em casos de situações extremas.

(...)Seu trabalho não se restringe apenas à cidade de Salvador: realiza em Minas Gerais, na comunidade de Matutu um trabalho de atendimento ambulatorial. Esse projeto é voluntário e ligado ao Inst. da Terapêutica FAO do Brasil, apoiado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

(...)Em todos estes trabalhos o enfoque sempre foi discutir, com participação direta da população, os caminhos para melhor saúde biopsíquica social em cada situação, respeitando as diferentes culturas, resgatando o saber popular e autonomia de decisões.

A pediatra Jocete Fontes acredita e trabalha com uma medicina humanista, que está para além da medicina de evidências, a que nada substitui a exposição de crianças a exames desnecessários. Seu respeito pela criança, portanto, não inclui apenas a conversa e o olhar à criança em seu contexto social, mas a escolha de uma economia de intervenções médicas. A criança tem também seu saber respeitado.

Temos registros de depoimentos da mudança significativa que suas intervenções já propiciaram, tanto na comunidade ao fomentar a solidariedade entre os vizinhos, quanto ao atendimento direto à criança, modificando sua condição de desnutrição, falta de condição de saúde.

(...)O brilho do seu olhar ao enfrentar uma criança doente, assim como seu entusiasmo em todos esses trabalhos como voluntária, porque acredita que nossa vizinhança pode viver melhor, são aspectos que nos levam a indicá-la ao prêmio."

Leia mais sobre o Prêmio Criança 2009 no site da Fundação ABRINQ.

Um comentário:

  1. Sempre admirei o trabalho da Fundação Abrinq.

    ResponderExcluir