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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Escolas no Haiti reabrem pela primeira vez três meses após tremor

*Matéria e foto retiradas do site do Estadão.

Ministério da Educação preparou 500 locais para receber alunos; reativar educação custará US$ 2 bi


PORTO PRÍNCIPE - Escolas haitianas estão abrindo nesta segunda-feira, 5, pela primeira vez desde o terremoto que atingiu a capital do Haiti, Porto Príncipe, em 12 de janeiro.

O Ministério da Educação convidou às escolas que tem condições a retomar as atividades e a começar por sessões de apoio psicossocial a fim de facilitar a readaptação das crianças traumatizadas pela catástrofe.

U
m comunicado do ministério precisou que 500 locais foram preparados para receber os estudantes. Também foram elaborados novos programas e calendários para o período letivo abril-agosto.

As escolas afetadas pelo terremoto receberão 3 mil barracas para as salas de aula. As autoridades estimam que US$ 2 bilhões serão necessários para a reativação da educação, que resultou muito afetado pelo devastador sismo.

Cerca de 80% das 5 mil escolas primárias e secundárias do país ficaram "gravemente danificadas" pelo terremoto e 30% "totalmente destruídas", segundo uma fonte local. Além disso, dezenas de milhares de alunos, professores e empregados das escolas morreram no desastre.

Um funcionário do setor educacional do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), Mohamed Fall, disse que a meta é levar 700 mil crianças de volta à escola até o meio do próximo mês no Haiti.

Os educadores afirmaram que o foco inicial estará em fornecer apoio emocional para as crianças traumatizadas, antes da retomada do currículo normal.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Cepal diz que Haiti deve investir em políticas para crianças

Santiago do Chile, 15 fev (EFE).- A necessidade de um modelo de proteção social universal para crianças é o pilar fundamental para a reconstrução do Haiti, informa um relatório divulgado hoje pela Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe (Cepal). "Apenas 2% das meninas e meninos haitianos menores de cinco anos recebem educação pré-escolar, sendo frequentemente seus irmãos maiores os responsáveis pelo cuidado enquanto as mães trabalham", detalha a análise da Cepal.

O estudo intitulado "A economia da educação infantil no Haiti", acrescenta que menos de 1% das mães com trabalho remunerado deixam seus filhos em creches infantis.

No Haiti, a família é a principal responsável pela educação das crianças, seguida por crianças maiores que trabalham nos lares, amigos ou vizinhos, diz o organismo internacional.

"A tendência de meninos e meninas assumirem a responsabilidade de cuidar de terceiros, inclusive seus irmãos menores, é uma prática generalizada no Haiti", afirma a Cepal. Segundo o estudo, quase 60% do mercado de trabalho infantil haitiano corresponde a meninas dedicadas ao cuidado.

Na opinião da Cepal, as políticas estatais para o cuidado da primeira infância são muito fracas. Além disso, as condições de pobreza extrema na qual vive a vasta maioria da população não só impedem a escolaridade de crianças e jovens, mas também causou a desintegração das famílias, diz o relatório.

A transnacionalização das famílias por causa das urgências econômicas é aproveitada por traficantes de todo tipo, inclusive o tráfico sexual, alerta o estudo, coordenado pela empresa de consultoria haitiana Nathalie Lamaute-Brisson.

Esta publicação servirá para levar em conta o papel crucial das mulheres na economia e nas políticas de reconstrução do Haiti, destacou a secretária Executiva da Cepal, Alicia Bárcena.

"Um dos pilares da reconstrução do Haiti deve ser políticas sociais orientadas a facilitar a proteção infantil, evitando que ela recaia exclusivamente sobre as mulheres", recalcou Bárcena.

A situação social do Haiti agravou-se com o terremoto de 12 de janeiro passado, que devastou o país.

Notícia reproduzida do site Ultimo Segundo do Ig. Para conferir, clique aqui.

*Foto retirada do blog Mickey Deuce.